NOEL ROSA Poeta da Vila e do Povo

NOEL ROSA
Noel no Festival de Havana

A primeira apresentação de “Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” tem já sua primeira apresentação marcada para o 34º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano que acontecerá em Havana de 4 a 14 de dezembro.
O documentário será exibido no sábado, dia 8, às 15 horas, na sala 3 do Multicine Infanta, em Havana Vieja.

A grandiosidade do Festival de Cuba

O jornal cubano ‘Granma’, do dia 21 deste mes, publica uma entrevista com Alfredo Guevara, fundador e presidente do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, que esta em sua 34a. edição.
A entrevista é assinada por Mireya Castañeda:
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“O 34o. Festival está dedicado por inteiro aos jovens, as próprias seções provam isso, há uma maré de cineastas jovens que rejuvenesceram o Novo Cinema Latino-Americano, e é nossa inspiração, abrir todas as janelas e as portas a essa explosão de jovens que há por toda a América Latina”.
A afirmação foi feita pelo fundador e presidente do Festival, Alfredo Guevara, em entrevista coletiva, prévia ao início do grande encontro (4-14 dezembro), realizada na sala Taganana, do Hotel Nacional, sua sede tradicional, e num breve contato posterior.
Guevara comentou como “passam e passam os anos e já estamos no 34o Festival, que teve a particularidade, com certeza inspirado e apoiado pela revolução cubana, de ser ininterrupto”. E apontou que agora “há dezenas de festivais por toda a América Latina, o que achamos maravilhoso, sem concorrência, é a chance de o cinema latino-americano encontrar os caminhos alternativos, de ser divulgado e chegar a nossos povos, porque ainda as salas costumam estar ocupadas por outro tipo de cinema”.
Na América Latina e em Cuba se está fazendo muito cinema, por parte de muitos jovens. Alguns filmes decididamente são bons, outros não, mas é preciso lutar por sermos justos. A América Latina está fazendo um esforço enorme pelo avanço do cinema, o que pode produzir senão é otimismo?, perguntou.
Precisou que para este Festival apresentaram-se 1.548 filmes de diversos países e formatos e foram escolhidos 566, de 46 países. Já o escritório de imprensa, que há vários anos dirige Marta Díaz, entregou uma informação detalhada de tudo o previsto.
Para o Concurso de Longas-metragens foram aceitos 21 filmes: Argentina (4), Brasil (3), Chile (3), Coreia do Sul (1), Cuba (3), Equador (1), Estados Unidos (1), México (3) e Uruguai (2).
Embora toda seleção seja injusta, destacamos as argentinas Días de pesca/ Carlos Sorín e Elefante Branco /Pablo Trapero; a brasileira Hoje /Tata Amaral; as chilenas Violeta foi para o céu /Andrés Wood e Não /Pablo Larraín; as mexicanas Post tenebras lux /Carlos Reygadas (Prêmio ao Melhor Diretor no Festival de Cannes 2012) e Depois de Lúcia /Michel Franco (a proposta mexicana aos Óscar e Goya) e a uruguaia 3 /Pablo Stoll Ward.
Outros 21 filmes estarão concorrendo, na categoria de Obras Primas: Argentina (4), Brasil (4), Chile (3), Colômbia (3), Cuba (2), México (3), Peru (1) e Venezuela (1).
Em ficção há que somar 20 médias metragens e curtas-metragens e três filmes fora de concurso, devidas a mestres do Novo Cinema Latino-Americano: os argentinos Fernando
Birri (El Fausto criollo) e Eliseo Subiela (Paisajes devorados) e o mexicano Arturo Ripstein (As razões do coração).
A seguinte competição com maior número de títulos é a de Roteiros Inéditos, com 29, a de Desenhos Animados com 27, seguida pelo Documentário com 23 e Cartazes, 21.
Para esta edição, as homenagens foram dedicadas, em primeiro lugar, ao centenário do cinema de Porto Rico, mostrando assim, mais uma vez — disse Guevara — “nosso espírito profundamente martiano, pois José Martí apontou, mais de uma vez, que toda sua obra se inspira na independência de Cuba e Porto Rico”. Haverá uma grande Retrospectiva (42 filmes) e é esperada a presença do diretor Jacobo Morales (E Deus os criou…).
Homenagens, também ao centenário do italiano Michelangelo Antonioni (1912-2007), ao francês Cris Marker (1921-2012) e ao tcheco Jan Svankmajer, de 78 anos, “mestres
incontestáveis nas quatro categorias que governam toda a história do cinema — a ficção, o documentário, a animação e o cinema experimental —, e ao japonês Kenji Misumi com seus Espadachins, donzelas e fantasmas. São variadas as Seções fora de concurso deste enorme encontro cinematográfico anual, que faz com que sejam mais de 500 títulos, alguns deles: Panorama Latino-Americano (31 filmes), A hora do curta (36), Informativa documental (41), Feito em Cuba (57), Vanguardas (19), Cinema fantástico e de horror na América Latina (18) e Panorama Internacional (12).
Sempre muito esperadas são as mostras de cinema alemão (10 filmes), italiano (4), espanhol (13), canadense (10) e polonês (6) mais a recente inclusão De Hollywood
a Havana, a Academia apresenta… já com o anúncio de Contra o tempo (Duncan Jones), As crianças estão bem (Lisa Cholodenko), Mães e filhas (Rodrigo García) e As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupas (Andrew Adamson).
Após a coletiva, Alfredo Guevara aceitou outra rodada de perguntas, e uma delas foi acerca do conceito do Novo Cinema Latino-Americano: “Eu chamo novo cinema aos jovens, ao atual. Já daquela geração fundacional, alguns permanecem porque continuam fazendo cinema e cinema válido, existem; outros passaram à história ou não passaram”. O Novo Cinema Latino-Americano é a geração que está agora fazendo cinema, por isso ouso
falar dele. Continuará sendo novo porque fomos aceitando as novas gerações, não lhes fechamos o caminho, são eles os donos do Novo Cinema Latino-Americano. Os que
participamos de Viña del Mar, ideamos e impulsionamos este movimento, temos que aceitar que somos o passado, do qual sinto orgulho, mas o caminho é o presente e o
futuro”.
Começa agora o árduo trabalho de selecionar, mas seguindo ao mexicano Reygadas e sua preferência pelos latinismos, não restaria mais que dizer carpe diem, (desfrutemos o presente)”.

Noel Rosa vai para o Festival de Havana

“Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” foi selecionado para ser apresentado no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano que acontecerá em Havana, de 4 a 14 de dezembro.
O Governo de Cuba mantém uma importante escola de Cinema (EICTV), em San Antonio de los Baños, o que dá maior importância ao festival, que esse ano apresentará a sua
34ª edição.
O filme irá participar da Sección Informativa Documental.
O 1º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana foi realizado em 1979, e reuniu mais de 600 cineastas da América Latina. Os presidentes dos jurados foram Gabriel García Márquez (Ficção) e Santiago Álvarez (Documentários e Desenhos Animados).
Os vencedores do Gran Premio Coral foram o brasileiro Geraldo Sarno com “Coronel Delmiro Gouveia”e o cubano Sergio Giral com “Maluala”, na categoria ficção; o chileno Patricio Guzmán, “La batalla de Chile: la lucha de un pueblo sin armas”, em Documentários; e o cubano Juan Padrón, com “Elpidio Valdés”, na categoria Animação.

Próximo festival agora será Salvador

   “Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” foi exibido sábado passado, em São Paulo, na Mostra Brasil do 4º Festival Internacional de Documentário Musical, realizado no Cine Olido.
A receptividade com o documentário foi tamanha que os organizadores decidiram levar o filme também para Salvador, onde será realizada uma segunda etapa do festival de 14 a 21 de junho.

Noel será exibido hoje em São Paulo

Noel em São Paulo em junho

    

O documentário “Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” foi selecionado para mais um festival.
Dessa vez foi o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que será realizado em São Paulo de 1º a 10 de junho.
Exclusivamente dedicado ao gênero do documentário musical, o In-Edit Brasil é um evento cinematográfico que tem como objetivo fomentar a produção e a difusão de filmes documentários que tenham a música como elemento integrador.
Nas três edições anteriores 14 mil espectadores assistiram a 83 documentários, sendo 22 com a presença dos diretores.

Mais um prêmio em Petrópolis

“Noel Rosa – Poeta do Povo e da Vila” conquistou mais um troféu.
No II Festival de Cinema de Petrópolis ele ganhou o Prêmio de Melhor Som Direto – trabalho realizado por Jonas Louzada, com a mixagem de Bernardo Adeotado e a finalização de JP Fonseca.
Há duas semanas, o documentário venceu na mesma categoria no Festival de Maracanaú, no Ceará.

Noel no Festival de Petrópolis

“Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” foi selecionado para o 2º Festival Nacional de Cinema de Petrópolis.
O documentário concorrerá com outros oito filmes: “Dia de Petro”, de Marcos Felipe, Daniel Mattos e Marcial Renato; “Espiral”, de Paulo Pons; “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry; “Os Residentes”, de Tiago Mata Machado; “Requien para Laura Martin”, de Luiz Rangel e Paulo Duarte”; “Riscado”, de Gustavo Pizzi; “Malditos Cartunistas”, de Daniel Garcia e Daniel Paiva: e “Soldados a Caminho do Puteiro, Memórias de uma guerra quase imaginária”, de Hermes Leal. Com exceção dos dois últimos, também documentários, os demais são filmes de ficção.
Todos concorrerão a troféus e certificados de: Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Som Direto; Melhor Musica, Melhor Figurino, Melhor Cenografia, Melhor Roteiro, Melhor Direção e Melhor Continuidade.
Os de ficção concorrem ainda aos prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz.
“Noel Rosa – Poeta do Povo e da Vila”, já premiado em diversos festivais no Brasil, e participante das mostras de Paris e do Japão, será exibido dia 7 de novembro, segunda-feira, às 15h45m, no Centro de Cultura Raul de Leoni.
No dia seguinte, dia 8, terça-feira, a exibição será no Theatro D.Pedro, às 16h45m, no Centro de Petrópolis.
Foram inscritos 157 obras de 13 estados e mais o Distrito Federal.
A pré-seleção foi feita pela atriz e coreógrafa Rosa Guerra Peixe, pela jornalista Isabela Lisboa, pela artista plástica Claudia Ribeiro, pela diretora da Cult Vídeo Lu Maia e por alunos de Comunicação e Publicidade da Faculdade Estácio de Sá, sob a coordenação da professora Bia Galvão.

A primeira noite do documentário em Tokyo

Quem tiver 17’36” e quiser assistir a repercussão da primeira noite do documentário sobre Noel Rosa, no EuroSpace, de Tokyo, basta acessar esse link.
http://www.youtube.com/user/susantistas
Pena que só exista a tradução do português para japonês e não vice-versa.
A segunda tarde foi ainda mais animada.
Quem postou no YouTube foi a cantora japonesa Sueli Gushi, sambista de Kawasaki.

Noel encanta o público no Japão

O documentário “Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” está encantando o público no Japão.
Ele já teve quatro exibições em Tokyo, no cinema EuroSpace, sendo que em todas sessões a sala de cinema estava lotada.
Nas duas primeiras exibições, houve um debate com a presença do diretor Dacio Malta.
Esta semana, o documentário fará outras quatro exibições em Osaka, viajando depois para Kioto e, finalmente, para Hamamatsu, para outras três sessões.
Na primeira noite, em Tokyo, dos 144 expectadores presentes, um deles concedeu a nota 4 para o documentário, sendo que todos os demais derão a nota 5 – cotação máxima.
Dois expectadores, no entanto, preferiram responder ao questionário com uma hipotética nota 6.
Assim como no Festival de Cinema Brasileiro em Paris, onde “Noel Rosa – Poeta da Vila e do Povo” foi apresentado em maio, o Festival Brasil 2011, no Japão, é apenas uma mostra, ou seja, os filmes convidados não participam de nenhuma sesssão competitiva.